Complementando meus estudos (e o de vocês) sobre a parte conceitual do EIGRP segue abaixo:
Com relação às rotas:
Sucessor route: Rota principal para um destino. É apresentada no comando show ip route e no show ip eigrp topology como sucessor route.
Feasible Sucessor: Possível rota alternativa para um destino. Apresentada na tabela de topologia e somente passa para a tabela de roteamento quando a sucessor route torna-se inalcançavel ou tem um custo maior que a FS.
Com relação às métricas (custo)
Feasible Distance: Distância calculada até um destino. É composta da reported distance + o custo calculado até o destino.
Reported Distance (Advertised Distance): Distância anunciada por um roteador vizinho até um destino. Esta métrica sempre será menor que a Feasible distance (pois se for maior está ocorrendo um loop de roteamento).
Segue abaixo a demonstração destes conceitos.
R_Matriz#sh ip eigrp topology
IP-EIGRP Topology Table for AS 10
Codes: P - Passive, A - Active, U - Update, Q - Query, R - Reply,
r - Reply status
P 172.16.1.0/30, 1 successors, FD is 46226176
via Connected, Serial0/0.100
P 172.16.2.0/30, 1 successors, FD is 46226176
via Connected, Serial0/0.200
P 172.16.3.0/30, 1 successors, FD is 46226176
via Connected, Serial0/0.300
P 0.0.0.0/0, 1 successors, FD is 2169856
via Rstatic (2169856/0)
P 192.168.20.0/24, 1 successors, FD is 46228736
via 172.16.1.2 (46228736/28160), Serial0/0.100
P 192.168.30.0/24, 1 successors, FD is 46228736
via 172.16.2.2 (46228736/28160), Serial0/0.200
Minha prova está marcada para Segunda-feira (23/03/2009) às 9:00 da manhã.
Acredito estar preparado, faltando revisar alguns conceitos e fazer mais questões para trenar o nervosismo e a dinâmica da prova.
Aos que acompanham o blog, me desejem sorte e muito estudo.
Após a conclusão, quero detalhar no blog todos os pontos que passei pela prova, e detalhar ainda mais o meu método de estudo utilizado para a obtenção da Certificação.
Hoje, fiz um simulado para a Certificação e me fugiu a sequencia correta de inicialização e os locais default de onde são carregados cada um dos respectivos itens.
Segue abaixo a ordem de inicialização o que é carregado e de onde:
POST (Power-on self-test) - verifica o hardware.
Bootstrap (algo como a BIOS do roteador) - Carregado a partir da ROM.
IOS (OS do dispositivo) - Carregado a partir da FLASH. O dispositivo procura a IOS na seguinte seqüência: Flash, Tftp e ROM (mini-ios).
Config (Arquivo startup-config) - Carregado a partir da NVRAM, se não for encontrado procura num servidor TFTP. Se não for encontrado em nenhum dos dois, entra em modo setup.
Vale ressaltar que os locais de onde são carregados cada um dos itens anteriores podem ser alterados. Normalmente, o Bootstrap e o IOS serão carregados a partir de seus lugares padrão, sendo o local das configurações algumas vezes modificado.
Sucesso a Todos Nós!
Maurício.
Referências:
- Odom, W. - “Guia de Certificação do Exame Cisco CCNA 3a Edição”, Alta Books/2003.
O pessoal do forum blog.ccna.com.br/forum postou um link que contêm diversos resumos de ótima qualidade, chamados de cheatsheets, escrito pelo pessoal do site Packet Life que inclui diversos tópicos que são escopo da CCNA. Abaixo, estão apresentados os links diretos para cada uma dessas cheatsheets.
O STP (Spanning-Tree Protocol) roda em bridges e switches trocando informações através das BPDUs (Bridge Protocol Data Units). Estas BPDUs contêm mensagens de configuração e incluem o ID de cada bridge e são enviadas via frames broadcast.
Para operação do STP é eleito uma Root Bridge (switch-raiz). Este switch-raiz torna-se o foco da rede, sendo que as escolhas de porta-raiz, porta-designada e não-designada e todas atualizações da rede são vistas pela perspectiva do switch-raiz. Para elegê-lo os seguintes parâmetros são utilizados:
1. Menor priority value (default é 32768);
2. Menor MAC Address (0000.aaaa.bbbb.cccc.dddd.eeee é menor que 0000.aaab.bbbb.cccc.dddd.eeee).
As portas podem ter os seguintes papeis:
Papel
Descrição
Root port
porta de um switch que possui menor custo ao root bridge. Sempre estão no estado forwarding).
Designated port
porta de um switch que mantêm conectividade. Quando há redundância de conexões, a porta com maior largura de banda é a escolhida. Se as larguras de banda forem iguais, a porta com menor número será a escolhida(ex. e1 escolhida ao invés de e8).
Non-designated port
porta que está em estado blocking. Quando uma porta designada perde a conectividade esta porta assume, até que receba atualização para voltar ao estado blocking
A figura abaixo apresenta uma topologia contendo os termos abordados acima:
Papéis das portas no Spanning-Tree.
Foram visto os papéis que as portas possuem. Agora, serão vistos os estados em que elas podem se encontrar. Tipicamente, switches estão no estado blocking ou forwarding. Abaixo, é apresentado cada um dos estados, na seqüência em que eles ocorrem.
Estado
Descrição
Blocking
Não encaminha frames. Recebe e analisa BPDUs. Ao ligar um switch, ele encontra-se no estado blocking.
Listening
Não encaminha frames, mas recebe e analisa BPDUs para se certificar que não ocorrerão loops na rede.
Learning
Não encaminha frames, recebe e analisa BPDUs e registra os endereços MAC dos dispositivos diretamente conectados.
Forwarding
Envia e recebe frames e tudo mais. Uma porta neste estado é tida como tendo o menor custo ao switch-raiz.
Abaixo, é apresentado os timers das BPDUs:
Timers de cada um tipo de BPDU do STP (Spanning-Tree Protocol).
Abaixo, é apresentado uma animação Flash muito didática que apresenta todo o processo de aprendizagem do Spanning-Tree. A MUST.
Abaixo, seguem os links de referência que foram utilizados para a produção do resumo.
Um interessante, que aprofunda o assunto é a terceira referência. Pode ser encontrada traduzida (pelo google) aqui.
Um abração,
Maurício.
Referências:
- Filippeti, M. - “CCNA 4.1 - Guia Completo de Estudo”, Visual Books/2008.
- Cisco NetAcademy, Academy Connection. “Material oficial Cisco de Estudo”. <http://cisco.netacad.net>. Acesso em: 03/03/2008.
Encontrei este laboratório na Internet, dedicado ao aprendizado de como funciona a convergência do protocolo STP (Spanning-Tree Protocol).
Com ele é possível ver quem é o Root Bridge, as Root, Designed e Non-designed ports e acompanhar a convergência da rede conforme se apagam links e Switchs da topologia.